O pavilhão de exposições da Nervir vai ser o palco da 14ª edição feira de artesanato e gastronomia (FAG) de Vila Real. Entre os dias 1 e 4 de dezembro de 2011, todos os vila-realenses poderão visitar esta exposição e conhecer o que de melhor se faz na região.

A principal feira de  artesanato e gastronomia  de Vila Real, que se realiza desde 1997, vai já na sua 14ª edição e tem sempre como objetivo a valorização de produtos artesanais, bem como a valorização do comércio tradicional em detrimento do comércio de massas. “Este artesanato e gastronomia são produtos fabricados, produzidos, por empresas familiares por oposição aos produtos de massa. Aqui são produtos exclusivos, únicos, e é essa a função da Nervir. Ajudar e promover as pequenas e médias empresas é o que fazemos também nesta feira”, referiu João Prates, coordenador da FAG.

Apesar do desejo ser sempre melhorar em relação ao ano anterior, a crise também se fez sentir com a baixa de alguns expositores. “O nosso desejo é sempre esse, que cada ano seja sempre melhor que o anterior, mas temos consciência que os tempos não estão fáceis, são tempos de dificuldade e as pessoas têm menos dinheiro, as empresas também estão a passar um momento complicado. Mas desejamos que tudo corra bem. Este ano há menos expositores, é um sinal dos tempos, das dificuldades económicas e financeiras que estamos a viver”, disse Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

A maioria dos expositores querem mostrar o que de melhor se faz na região, mas também chamar a atenção dos visitantes que podem provar os produtos e se gostarem, comprá-los. A feira é uma espécie de “rampa de lançamento” para todos os que estão a começar um novo negócio e assim combater a crise. “Juntei-me a esta feira exatamente para fazer frente à crise. Acho que as pessoas acomodam-se muito, temos de tomar iniciativas, fazer coisas novas para irmos para a frente, para combatermos a crise. Foi uma aposta e quero repetir para o próximo ano”, contou Maria do Carmo, expositora da “Bijutarias da Carmo”. Também Matilde, expositora de Horácio Fumeiros de Lamego” confessou que “esta iniciativa chama mais as pessoas, mesmo com os grupos de folclore é uma forma de atrair a população. O artesanato que se mostra, o fumeiro, tudo isso é bom para mostrar o que se produz na região”.

A organização apostou em muita variedade e em grupos de animação popular. No primeiro dia, todos os visitantes forma presenteados com um concerto do rancho etnográfico de Borbela. Muitos dos visitantes aproveitam para fazer as primeiras compraras de natal. “Provavelmente vou aproveitar para comprar algumas lembranças para oferecer no Natal. Já tinha vindo às edições anteriores e gostei, por isso aqui estou novamente este ano. Mas nota-se que de ano para ano tem vindo a diminuir o número de expositores, há menos variedade”, proferiu David Costa, um dos muitos visitantes . A maioria dos visitantes vem “ver todos os produtos da região e comprar alguns produtos típicos mas também procurar ajudar algumas associações que estão aqui”, revelou Teresa Belo.

Este ano na FAG, todos os visitantes poderão encontrar dezenas de artesãos, sobretudo em artigos de madeira, tanoaria, vestuário em tricô, artes decorativas, bijutaria, bordados, cerâmica e azulejaria, moldagem de vidro, entre outras artes. Já na gastronomia estarão vários expositores com o fumeiro da região, doces conventuais, ervas aromáticas e medicinais, mel, pão caseiro e outros petiscos.