Portugal está a passar por uma fase menos fácil a nível económico e social. Uma situação que se arrasta há anos ou mesmo décadas e que afeta sobretudo os mais jovens. Por isso os mais jovens têm vindo a apostar mais e mais na formação pessoal. Ao contrário do que acontecia há vários anos, não se ficam por um curso superior e são cada vez mais os que seguem para mestrado ou mesmo doutoramento. São também cada vez mais os que apostam numa formação complementar a nível da informática e da língua inglesa.
O inglês tornou-se o principal meio de comunicação entre as nações e é crucial para quem quer vingar no mundo profissional. Na internet, é muito mais simples descobrir informações em inglês do que em qualquer outra idioma. Além disso, a língua inglesa rodeia a nossa vida: a maior parte das músicas que ouvimos nas rádios são em inglês; grande parte dos filmes que vemos é em inglês e sempre que viajamos para o estrangeiro a língua utilizada para comunicar é a língua inglesa. Pesquisas salariais chegam a afirmar que o salário de uma pessoa que tem um segundo idioma é 30% mais elevado do que outra que tenha apenas um idioma.
Falar inglês é tornarmo-nos um cidadão do mundo. E num país onde a taxa de desemprego é de 12,6% com previsão para aumentar, são cada vez mais os que se empenham, para terem formação nesta língua. Para Emily Rodrigues, que trabalha na área do turismo, “o conhecimento de línguas é como um pré-requesito no mercado de trabalho. A nível profissional quem não souber pelos menos uma língua estrangeira é desde logo um ponto negativo no Curriculum Vitae, ou seja, saber falar inglês é uma mais valia já que hoje em dia domina todos os cantos do mundo”. Afirma ainda que para ela foi” fundamental ter no meu Curriculum Vitae que estava a frequentar o curso de inglês. Foi um dos critérios de avaliação da pessoa que me entrevistou. Por ser um idioma universal consigo em todos os lugares do mundo comunicar e perceber as pessoas; a nivel de informática consigo aceder e compreender todos os programas pois muitos deles vêm em Inglês”.
Também Catarina Botelho apostou na língua inglesa, uma boa aposta pois “assim que acabei o curso consegui arranjar trabalho na minha área”, relata.
Porém estando Portugal numa crise económica tão grande, será que são cada vez menos os que apostam num curso desta género? Não. Filipe Cunha, professor de inglês, explica que “com a crise as pessoas apostam cada vez mais na aprendizagem de inglês. Em tempos de aperto financeiro cuja primeira consequência é o desemprego e o emprego precário, as pessoas sentem uma maior necessidade em apostarem na sua formação e, neste enquadramento, o inglês é, indubitavelmente, uma mais-valia. Seja pela perspetiva de um emprego melhor, seja pela ambição de uma promoção, ou, em última estância, pela perspetiva de emigração”. Acresenta ainda que “devido ao desemprego crescente em Portugal, temos muitos alunos desempregados que nos procuram para poderem sair dessa situação o mais rapidamente possível e que, sem inglês, é uma luta inglória”. Este professor de inglês que, há 6 anos, trabalha num conceituado instituto de inglês diz que o instituto tem a procura “por parte das mais variadas pessoas com as mais variadas motivações, mas que quando terminam os seus curso, partem com uma arma fundamental para poderem triunfar no mercado de trabalho nacional e, cada vez mais, global”.

A língua inglesa assumiu uma importância crescente a partir do século XVIII e à medida que este idioma se torna num dos principais meios de comunicação é essencial apostar-se na formação.