As revistas femininas, tal como qualquer outra revista caracterizam-se por ter uma grande variedade de coisas: informação, entretenimento, moda e comportamento… A verdade é que a publicidade também é uma constante, sendo que quase metade de uma revista é ocupada com publicidade. Publicidade a coisas que podem até nem ser necessárias, mas de que de um modo ou de outro, todas as mulheres pensam que necessitam. As revistas femininas dão o colorido à vida de todas as mulheres, que infelizmente está cada vez mais escura devido a todos os problemas. As revistas assumem-se como melhor amiga da mulher, tratando-a de “vocês” e dando-lhe todos os conselhos que uma mulher necessita (sobre moda, sobre como melhorar a sua relação com o marido, como ajudar os filhos, culinária…). Estas transformam o seu conteúdo de acordo com o passar do tempo, desenvolvendo-se conforme as necessidades.
No século XIX as revistas femininas traziam as novidades da moda europeia, dicas de culinária e etiqueta. Conselhos sentimentais, notícias e a secção literária também estavam presentes.
No século XX temos a mesma fórmula, variando os temas com o tripé: Casa – Moda – Coração.
Já no século XXI assiste-se a um cada vez maior número de revistas viradas para o consumismo e para as necessidades da mulher moderna.
A verdade é que apesar de serem consideradas revistas de fofocas as revistas femininas têm um grande sucesso de vendas. Isto também porque há nestas revistas histórias verídicas com as quais as mulheres se identificam. Um grande exemplo disso pode ser a revista “People” que por vezes tem edições especiais sobre histórias reais de sobreviventes de tragédias e catástrofes. Isto faz com que os cidadãos passem a poder manifestar-se sobre estes assuntos e muitos passam a identificar-se com as mesmas histórias. Isto não é nada mais do que o crescente interesse das pessoas por este tipo de assuntos que tenham a ver com a vida real, note-se que o Big Brother foi um enorme sucesso em quase todos os países, onde foi transmitido.
Não nos podemos também esquecer do facto de existir uma grande variedade de passatempos em que todas as leitoras podem participar, que é um facto que as mulheres muito apreciam. E a verdade é que a crescente participação de mulheres comuns em, por exemplo, publicidade é hoje em dia uma constante.Apesar de a televisão continuar a ser o media mais presente na vida das pessoas, a revista tem ganho um grande destaque na vida das pessoas e neste caso das mulheres. O baixo custo das mesmas e muita informação (que preza pela quantidade e não qualidade) tem vindo a aumentar o número de tiragem das revistas. Uma estratégia de marketing que também aumenta o número de vendas das revistas são os brindes que as revistas têm vindo a oferecer. Apesar de tudo são muitos os estudiosos que afirmam que as revistas femininas semanais ainda não investiram muito nestas pequenas promoções. Porém também são muitos os que defendem que estes brindes têm um grande peso nas vendas das publicações.
Apesar de tudo isto tem-se verificado uma tendência de quebra no mercado deste tipo de revistas. Isto deve-se ao facto de “aquilo que antigamente era fundamental, hoje não é suficiente”. As revistas com maior sucesso são as que implicam um menor esforço por parte da leitora, notando-se que cada vez as notícias são breves e com uma fácil leitura. Pois vivemos num mundo de consumismo, sendo que toda a gente quer consumir todo o tipo de informação, mas ocupando o menor tempo possível. É por isto que os títulos e o leads são cada vez mais importantes e cada vez mais apelativos.