Wall Street Institute Vila Real proporciona Natal mais feliz aos mais carenciados

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A escola de inglês Wall Street Institute (WSI) de Vila Real cumpriu a tradição e realizou no passado dia 14 de dezembro o seu típico jantar de natal, onde se juntaram alunos e professores. Porém, ao contrário dos anos anteriores, em que havia troca de prendas entre os convivas, todos os participantes foram convidados a presentearam a Cruz Vermelha Portuguesa: Delegação de Vila Real com bens essenciais que serão distribuídos por quem mais precisa.
Sendo o natal uma época de solidariedade, e estando Portugal a passar por uma fase bastante difícil a nível económico e social, o WSI resolveu desafiar todos os seus alunos a participar na recolha de alimentos para proporcionar um natal mais feliz aos mais carenciados. “Nos anos anteriores, pedíamos aos alunos que trouxessem uma prenda a sortear pelos participantes. Contudo, este ano uma aluna sugeriu uma ideia diferente: pedir aos alunos que trouxessem bens alimentares ou outros bens para caridade. Uma ideia tão altruísta e humanitária não caiu nem poderia cair em “saco roto” como se costuma dizer. E no WSI Vila Real, temos uma forte consciência social, assim, aderimos a esta ideia de braços abertos”, referiu Susana Silva, Diretora do Wall Street Institute de Vila Real.
Sendo o nosso país um povo solidário não é de estranhar que esta ideia tivesse sido bem recebida por todos os estudantes do Wall Street. “Os nossos alunos aderiram a 110% e trouxeram quilos de arroz, massa, cereais, latas de feijão, atum, sardinhas, roupa, etc. O balanço é francamente positivo”, acrescentou Susana Silva. Todo o material recolhido será entregue à Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação de Vila Real, para que possa ser distribuído pela localidade.
Esta ação teve tanto sucesso que esta escola promete continuar a ajudar quem mais precisa. “O WSI é uma instituição fortemente ligada à sua região e tudo o que pudermos fazer para o bem da nossa localidade merece a nossa atenção; como tal, trata-se de uma iniciativa que não “morrerá solteira” e, assim, estamos já a pensar em novas formas de contribuir para o bem da nossa comunidade”, revelou a diretora do WSI de Vila Real.
O jantar de natal é uma das festas mais importantes e populares desta escola que, desde a sua abertura em 2002, nunca deixou passar esta época em vão. Todos os participantes puderam ainda desfrutar de um agradável jantar no Naturwaterpark onde participaram em algumas cantorias natalícias e outras atividades, entre as quais o jogo do Bingo.

Quando damos um pouco do nosso tempo a alguém

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Portugal está a passar por uma fase bastante difícil a nível económico e social. Uma situação que se arrasta há anos ou mesmo décadas e que afeta os que antigamente se incluiam na classe alta e na classe média. Começamos a deixar de ter pessoas que se incluam na classe média e são cada vez mais as diferenças entre os ricos e os pobres. Desde os anos 90 que os portugueses se habituaram a consumir, comprar e a recorrer ao crédito, de forma fácil e rápida, arrastando muitos cidadãos para o endividamento por vários anos e mesmo décadas para adquirirem bens essenciais ou mesmo supérfluos. Tal espelha-se nas famílias portuguesas que, hoje em dia, veem a crise a bater-lhes à porta. Todos os dias aparecem novos casos de pessoas que por qualquer motivo, não têm forma de se sustentar. O desemprego, a acumulação de créditos, a reviravolta de uma qualquer situação na vida levam a que estas pessoas tenha de colocar de parte a vergonha e pedir ajuda.
É isto que leva a criação de inúmeras instituições que têm como principal objetivo ajudar os mais carenciados. A cidade de Vila Real não é exceção, e para além de todas as paroquias que já possuem uma componente de ajuda aos que mais precisam, em 2006 a Câmara Municipal concebeu um projeto com objetivos sociais. Uma instituição que pretende apoiar os idosos, as famílias numerosas e as pessoas mais carenciadas. “Mais próxima de quem precisa” é o lema do programa “Câmara Amiga”, uma iniciativa, na área social, desta autarquia, que integra o Banco de Voluntariado e Doação de Bens, a Unidade Móvel de Saúde e a Oficina Domiciliária, três serviços que visam apoiar os munícipes numa lógica de proximidade e de serviço público. Assim, todos os cidadão com 65 anos ou mais, que residam no concelho há mais de 5 anos, usufruem de benefícios em certas atividades que  a câmara tem ao seu dispor; já na oficina domiciliária, muitas pessoas são ajudas em obras de restauro nas suas habitações; com a unidade móvel de saúde, muitos indivíduos têm  ao seu dispor cuidados de enfermagem, sendo que esta unidade se descola à área de residência da população em questão; com o cartão municipal de famílias numerosas, quem tiver três ou mais filhos, tem certos privilégios, como: reduções na taxa de água, de saneamento e em algumas empresas privadas de transportes coletivos; e por fim no banco de voluntariado são doados bens para os mais carenciados. Mais

“O andebol está a viver uma fase melhor”

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À conversa com…Henrique Oliveira: jogador, árbitro e treinador de Andebol. Com apenas 29 anos, Henrique tem já um rol de experiência para contar e partilhar. Natural de Horta, Faial, nos Açores, este jovem mudou-se para Vila Real em 2008, para ter mais visibilidade e apostar no Andebol.

Vamos à descoberta deste profissional que se divide em várias facetas.

 Enquanto jogador…

Como surgiu a paixão pelo andebol?

O andebol surgiu na minha vida em 1989 quando tinha 7 anos. Como todas as crianças, nessa idade querem é jogar futebol e também não fugi à regra. Pedi aos meus pais para jogar futebol ao qual a resposta foi negativa, a minha mãe não deixou porque para ela a ideia do futebol é que como era na rua ao frio e à chuva e como na altura os campos eram pelados, podia magoar-me e sujava a roupa. Então propuseram-me que poderia fazer desporto mas na condição que deveria ser dentro dum pavilhão e aí surgiu o andebol no único clube da terra, o Sporting Clube Horta.

Quando te apercebest que realmente tinhas qualidades no andebol?

No início foi muito complicado, com 7 anos não tinha noção o que era o andebol jogado, via os jogos da equipa sénior e tive que aprender a jogar com uma bola na mão.

Na época 92/93 estava no último ano de minis e fui convocado para uma selecção da ilha de infantis para um torneio regional e foi aí que tive noção que os três anos que pratiquei andebol já serviram para esse objectivo.

 Até onde chegaste?

Na época 96/97, no escalão de iniciados, fui campeão regional e estive numa fase final nacional para discutir o campeão nacional da 2ºdivisão e subida à 1ºdivisão, mas Mais

Vila Real desenvolve programa de preservação da biodiversidade

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Um ano depois de se ter comemorado o “ano internacional da biodiversidade”, a câmara municipal de Vila Real resolveu lutar contra a perda da biodiversidade no território do concelho, fomentando a importância da mesma através da criação do Programa de pPeservação da Biodiversidade de Vila Real (PPBVR).
Este programa que foi delineado ao longo dos últimos 18 meses e conta com a participação de várias entidades públicas e privadas que têm como lema “preservação da biodiversidade é promoção da vida”.

Os “objetivos do programa são a consciencialização da população local para o elevado património biológico existente e as medidas de gestão dos respetivos habitats para travar a perda de biodiversidade e ainda a abertura da comunidade estudantil na instrução das camadas mais jovens para a valorização da biodiversidade local e principalmente para a desmistificação de alguns mitos associados a determinadas espécies.Com a implementação deste programa pensa-se que os cidadãos estarão mais sensibilizados para a preservação do património natural”, referiu a engenheira Sofia Neto, coordenadora do programa de preservação da biodiversidade de Vila Real.
O PPBVR engloba dois projetos: o “SEIVACORGO“, que atua na área da rede natura 2000, nomeadamente no Alvão/Marão e nos rios e ribeiros do concelho; e “Proteger é Conhecer“, cuja área de intervenção é o parque natural do Alvão. Deseja-se efetuar ações de recuperação de passivos ambientais; ações dedicadas à monitorização da fauna, flora e habitats presentes no concelho, com especial destaque para as espécies ameaçadas e sinalizadas; ações lúdicas e de sensibilização para o valor biológico do concelho e das suas áreas classificadas; ações dedicadas à implementação de medidas de gestão para a preservação da biodiversidade do concelho.
No passado mês de outubro, foi desenvolvida a primeira atividade no âmbito da rede de voluntariado ambiental,  no rio Olo (Lamas de Olo) e muitos foram os participantes que ajudaram na recolha de resíduos ao longo do rio. “As rogas dos rios, que foram organizadas no âmbito deste programa e implementadas com os aderentes à rede local de voluntariado ambiental, tiveram um enorme sucesso. Os voluntários recolheram os resíduos ao longo do rio Olo durante uma manhã. Tal como as outras iniciativas, também esta teve destaque nos órgãos de comunicação, destacado o Minuto Verde, levado a cabo pelo Engenheiro Francisco Ferreira da Quercus”, disse Sofia Neto.
Este é um grande desafio ao qual a população vila-realense tem respondido com bastante satisfação. O programa conta ainda com uma enorme destaque nos meios de comunicação nacionais, bem como nas redes sociais. No facebook, por exemplo, este programa conta já com mais de 4.700 amigos atentos às iniciativas e informações que têm vindo a ser publicadas.

“O voluntário tem que ser uma pessoa que esteja disponível para oferecer o seu tempo livre aos outros”

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Nascida a 1 de maio de 1987, na localidade de Bisalhães, em Vila Real, Cátia Ribeiros licenciou-se em Educação Social no Instituto Politécnico de Bragança. Desde cedo se mostrou interesse no voluntariado, mas foi por não encontrar emprego que enveredou por este caminho. É uma das muitas voluntárias da Câmara Amiga, que diariamente ajuda dezenas de famílias em Vila Real. Mas o que leva uma jovem de 24 anos a oferecer o seu tempo livre aos outros? O InfoBlog foi descobrir.

InfoBlog: O que a levou a ser voluntária?
Cátia Ribeiro: O que me levou a ser voluntária foi o facto de estar desempregada. Terminei a licenciatura em julho de 2010 e passado um mês procurei saber quais as instituições onde se podia fazer voluntariado, e aí apareceu a Câmara Amiga – Banco de voluntariado e doação de bens.

IB: Há quanto tempo és voluntária?
CR: Desde agosto de 2010.

IB: Qual a importância do voluntariado nos dias atuais?
CR: Atualmente o voluntariado é muito importante. É o trabalho voluntário que faz com que muitas instituições funcionem, ajudando quem mais precisa, uma vez que a crise em que vivemos não permite que as instituições contratem mais pessoas para trabalharem, daí o voluntariado ser fundamental.

IB: Há características essenciais para quem quer ser voluntário?
CR: Sim, o voluntário tem que ser uma pessoa que esteja disponível para oferecer o seu tempo livre aos outros, tem que ser uma pessoa com espírito de equipa, capaz de não ter medo de “sujar as mãos”, ou seja, fazer o que for preciso para o bom funcionamento da instituição, e acima de tudo capaz de cumprir o seu compromisso com a instituição e com a população que se propõe ajudar.

IB: Quais as vantagens e desvantagens em ser-se voluntário?
CR: Até ao momento ainda não encontrei desvantagens! Mas já encontrei muitas vantagens, o facto de ajudar quem precisa é para mim a principal vantagem, sentir-me útil para a sociedade em que vivo, a interação com as pessoas, conhecer mais voluntários, o conhecimento da verdadeira realidade em que Vila Real vive… Quero dizer com isto que antes de ser voluntária não fazia ideia que haviam tantas famílias carenciadas no nosso concelho.

IB: Qual a importância deste trabalho na nossa sociedade?
CR: Na minha opinião é muito bom mesmo, mas tenho a perfeita noção que por vezes não é muito valorizado. Mas é de facto fundamental, e é muito bom para quem o faz, enriquece-me como pessoa, sinto que tenho mais valor. As recolhas alimentares são feitas por voluntários, os cabazes de alimentos e vestuário são feitos por voluntários, tudo é feito por nós.

IB: O que é preciso para se ser voluntário?
CR: É preciso vontade acima de tudo, e algum tempo.

IB: Existe alguma formação que os voluntários devem fazer?
CR: Sim, existe. Mas aqui em Vila Real ainda não houve, era muito bom que no futuro fosse possível frequentar essa formação, por exemplo, o curso de iniciação de voluntário ou o de voluntariado internacional.

IB: Em momentos de crise, há muita pessoas interessadas em ser voluntário?
CR: Ainda há bastante gente que gosta de ajudar, até porque o nosso país tem imensos voluntários. Depois também há a crise de valores, que faz com que as pessoas não se interessem muito por este campo.

IB: Que sensação tens quando ajudas outras pessoas?
CR: É das melhores que já tive, é muito bom sabermos que é pela nossa mão que as pessoas recebem a ajuda, e que nesse momento vimos um sorriso no rosto de quem mais precisa. É fantástico saber que para aqueles dias vai haver comida na mesa.

IB: O que mudou na tu vida depois de te teres tornado voluntária?
CR: Mudaram algumas coisas, comecei a dar valor a coisas que não dava, por exemplo no desperdício da comida, valorizar mais aquilo que tenho, nomeadamente a comida e a roupa. Tudo isto são coisas que para quem nunca precisou, é muito bom pensar, dar mais valor ao que temos.

IB: O que ganhaste com o voluntariado?
CR: Ganhei alguma experiência, ganhei muitos sorrisos, ganhei amigos, esta experiência tem feito de mim uma pessoa melhor.

IB: Quais são as tuas expectativas quanto ao futuro do trabalho de voluntariado?
CR: Neste momento são boas, as necessidades aumentam e os voluntários também deviam aumentar, e é bem provável que isso aconteça porque atualmente há mais informação sobre o que realmente é fazer voluntariado. Em contrapartida é difícil fazer com que as pessoas entendam que ser voluntário é trabalhar em prol dos outros sem receber dinheiro em troca, mas recebendo o sorriso e o bem-estar dos outros.

IB: “Fazer voluntariado vale a pena não só para eles, como para
nós, e também para os outros, mas acabamos por ganhar muito com isso.” Comenta esta frase.
CR: Em algumas respostas já tinha realçado esta ideia, pelo facto de ganhar imenso com a experiência de ser voluntária. Vale sempre a pena pela experiência de ajudar o outro, e o facto de sentirmos que com o nosso tempo e boa vontade ajudamos a sua vida a ser um pouco melhor, recebendo em troca um sorriso.

Vila Real recebe 14ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia

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Para todos os que quiserem visitar a 14ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia (FAG), aqui ficam algumas imagens para vos aguçar o apetite. Para aqueles que não podem ir a esta feira, ficam umas imagens para saber o que poderiam ter visto.

Vila Real recebe 14ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia

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O pavilhão de exposições da Nervir vai ser o palco da 14ª edição feira de artesanato e gastronomia (FAG) de Vila Real. Entre os dias 1 e 4 de dezembro de 2011, todos os vila-realenses poderão visitar esta exposição e conhecer o que de melhor se faz na região.

A principal feira de  artesanato e gastronomia  de Vila Real, que se realiza desde 1997, vai já na sua 14ª edição e tem sempre como objetivo a valorização de produtos artesanais, bem como a valorização do comércio tradicional em detrimento do comércio de massas. “Este artesanato e gastronomia são produtos fabricados, produzidos, por empresas familiares por oposição aos produtos de massa. Aqui são produtos exclusivos, únicos, e é essa a função da Nervir. Ajudar e promover as pequenas e médias empresas é o que fazemos também nesta feira”, referiu João Prates, coordenador da FAG.

Apesar do desejo ser sempre melhorar em relação ao ano anterior, a crise também se fez sentir com a baixa de alguns expositores. “O nosso desejo é sempre esse, que cada ano seja sempre melhor que o anterior, mas temos consciência que os tempos não estão fáceis, são tempos de dificuldade e as pessoas têm menos dinheiro, as empresas também estão a passar um momento complicado. Mas desejamos que tudo corra bem. Este ano há menos expositores, é um sinal dos tempos, das dificuldades económicas e financeiras que estamos a viver”, disse Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

A maioria dos expositores querem mostrar o que de melhor se faz na região, mas também chamar a atenção dos visitantes que podem provar os produtos e se gostarem, comprá-los. A feira é uma espécie de “rampa de lançamento” para todos os que estão a começar um novo negócio e assim combater a crise. “Juntei-me a esta feira exatamente para fazer frente à crise. Acho que as pessoas acomodam-se muito, temos de tomar iniciativas, fazer coisas novas para irmos para a frente, para combatermos a crise. Foi uma aposta e quero repetir para o próximo ano”, contou Maria do Carmo, expositora da “Bijutarias da Carmo”. Também Matilde, expositora de Horácio Fumeiros de Lamego” confessou que “esta iniciativa chama mais as pessoas, mesmo com os grupos de folclore é uma forma de atrair a população. O artesanato que se mostra, o fumeiro, tudo isso é bom para mostrar o que se produz na região”.

A organização apostou em muita variedade e em grupos de animação popular. No primeiro dia, todos os visitantes forma presenteados com um concerto do rancho etnográfico de Borbela. Muitos dos visitantes aproveitam para fazer as primeiras compraras de natal. “Provavelmente vou aproveitar para comprar algumas lembranças para oferecer no Natal. Já tinha vindo às edições anteriores e gostei, por isso aqui estou novamente este ano. Mas nota-se que de ano para ano tem vindo a diminuir o número de expositores, há menos variedade”, proferiu David Costa, um dos muitos visitantes . A maioria dos visitantes vem “ver todos os produtos da região e comprar alguns produtos típicos mas também procurar ajudar algumas associações que estão aqui”, revelou Teresa Belo.

Este ano na FAG, todos os visitantes poderão encontrar dezenas de artesãos, sobretudo em artigos de madeira, tanoaria, vestuário em tricô, artes decorativas, bijutaria, bordados, cerâmica e azulejaria, moldagem de vidro, entre outras artes. Já na gastronomia estarão vários expositores com o fumeiro da região, doces conventuais, ervas aromáticas e medicinais, mel, pão caseiro e outros petiscos.

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